
Isralenses e palestinos não estão separados apenas por questões culturais,
religiosas e políticas, mas também fisicamente. Uma barreira de mais de 700
quilômetros foi construída por Israel para se separar dos territórios
palestinos. Segundo os israelenses, a barreira é serve para proteger sua
população contra o "terrorismo". Mas o muro também divide terras e famílias e
serve de cenário para protestos. E muitos deles surgem em grafites espalhados
pela cerca. (Foto: Constanza Hola)

O repórter da BBC Mundo Constanza Hola visitou Jerusalém na Semana Santa, e
de lá foi para Belém, na Cisjordânia, para visitar a barreira. Lá ela conheceu
Mohammed, que se ofereceu para guiá-la pelos grafites. A primeira parada foi a
um trecho perto de uma torre de vigilância israelense. (Foto: Constanza
Hola)

De uma hora para outra, tudo se tornou caótico. Homens e jovens começaram a
correr. Havia fumaça por toda a parte. Um grupo havia lançado um objeto
incendiário na torre. “Não se preocupe, isso acontece todos os dias”, disse o
guia. (Foto: Constanza Hola)

Esse grafite mostra um menino palestino morto na violência da região. O guia
explica que ele está sorrindo porque os mártires vão direto para o céu. (Foto:
Constanza Hola)

A América Latina é uma região bastante conhecida – e querida – pelos
palestinos. Muitos de seus familiares emigraram para lá. Uma parte da barreira
faz homenagem aos latino-americanos. (Foto: Constanza Hola)

O renomado grafiteiro britânico Banksy também deixou sua marca em várias
partes da cerca, mostrando seu apoio à causa palestina. Na foto, sua famosa
imagem de uma garota revistando um soldado israelense. (Foto: Constanza
Hola)

Outra obra de Banksy mostra uma pomba da paz com um colete à prova de balas.
O grafite fica diante de um posto de controle israelense, justamente para
colocar a pomba "na mira" desses militares. (Foto: Constanza Hola)

A barreira de concreto já foi bastante questionada pela comunidade
internacional. Nesse trecho, um rinoceronte corre e rompe o muro. (Foto:
Constanza Hola)

A cerca, de cerca de sete metros de altura, começou a ser construída há mais
de uma década, em meio à segunda Intifada. Segundo o governo de Israel, a
barreira de segurança está sendo construída com o único propósito de salvar as
vidas dos israelenses. Veículos da ONU são presença constante no local. (Foto:
Constanza Hola)

Esse grafite retrata Leila Khaled, uma das principais líderes da Frente
Popular para a Libertação da Palestina. Ela foi a primeira mulher que sequestrou
um avião, em 1969. Foi presa e, depois, libertada em uma troca de prisioneiros.
(Foto: Constanza Hola)
Fonte: BBC